Qualquer bebê recém-nascido pode apresentar um problema auditivo no nascimento ou adquiri-los nos primeiros anos de vida. Isto pode acontecer mesmo que não haja casos de surdez na família ou nenhum fator de risco aparente.
Por isto peça ao pediatra para fazer o teste da orelhinha quando seu filho nascer.
O teste da orelhinha, é um exame feito no berçário em sono natural, de preferência no 2° ou 3° dia de vida. Demora de 5 a 10 minutos, não tem nenhuma contra-indicação, não acorda e nem incomoda o bebê, não exige nenhum tipo de intervenção invasiva (uso de agulha ou qualquer objeto perfurante) e é absolutamente inócuo.
A audição começa a partir do 5° mês de gestação e se desenvolve intensamente nos primeiros meses de vida. Qualquer problema auditivo deve ser detectado ao nascer, pois os bebês que têm perda auditiva diagnosticada cedo e iniciam o tratamento até os 6 meses de idade apresentam desenvolvimento muito próximo ao de uma criança ouvinte.
O diagnóstico após os 6 meses traz prejuízos inacetáveis para o desenvolvimento da criança e sua relação com a família. Infelizmente no Brasil, a idade média de diagnóstico da perda auditiva neurossensorial severa é muito tardia, em torno de 4 anos de idade.
Lembre-se de que ouvir é fundamental para o desenvolvimento da fala e da linguagem.
Se o exame não foi realizado no nascimento, faça-o agora. Procure uma de nossas filiais.
Fatores de risco para surdez:
- Bebê de 0 a 28 dias
- História Familiar – ter outros casos de surdez na família
- Infecção Intrauterina – provocada por citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes genital ou toxoplasmose
- Anomalias Crânio-faciais – deformações que afetam a orelha e/ou canal auditivo (ex. Duto fechado)
- Peso inferior à 1.500 gr ao nascer
- Hiperbilirubinemia – doença que ocorre 24 horas depois do parto. O bebê fica todo amarelo por causa do aumento de uma substância chamada bilirubina. Ele precisa tomar banho de luz e fazer exosangüíneo transfusão
- Medicação Ototóxicas – uso de antibióticos do tipo aminoclicosídeos que podem afetar o ouvido interno
- Miningite Bacteriana – a surdez é umas das conseqüências possíveis quando o bebê tem este tipo de miningite
- Nota APGA menor do que 4 no primeiro minuto de nascido e menor do que 6 no quinto minuto. Todo bebê quando nasce, recebe uma nota composta por uma avaliação que inclui muitos fatores. AGPA era o nome do médico que inventou o teste.
- Ventilação mecânica em UTI neonatal por mais de 5 dias, quando o bebê teve que ficar entubado por não conseguir respirar sozinho
- Outros sinais físicos associados à síndromes neurológicas (ex. Síndrome de Down ou de Waldemburg)
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- Crianças de 29 dias a 2 anos
- Os pais devem observar se há atraso de fala ou de linguagem – aos 7 meses a criança já deve imitar alguns sons; com 1 ano já deve falar cerca de 10 palavras e com 2 anos o vocabulário deve estar em torno de 100 palavras
- Meningite Bacteriana ou virótica – esta é a maior causa de surdez no Brasil
- Trauma de cabeça associada à perda de consciência ou fratura craniana medicação ototóxica – uso de antibióticos do tipo aminoglicosídeos que podem afetar o ouvido interno
- Outros sinasi físicos associados à síndromes neurológicas (ex. Síndrome de Down e de Waldemburg)
- Infecção de ouvido persistente ou recorrente por mais de 3 meses
- Adulto
- Uso contínuo de Walkman
- Trabalho em ambiente de alto nível de pressão sonora
- Infecção de ouvido constante
Fonte JCIH – Join Committee on Infant Hearing - USA
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